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Forever Evil | DC Comics confirma Mês dos Vilões e anuncia nova saga

Todas as revistas terão capas lenticulares

Depois de meses de boatos e especulação, a DC Comics confirmou esta semana, ao Buzzfeed e ao USA Today, que setembro será seu “mês dos vilões”: todas as séries da editora terão edições dedicadas a seus principais supervilões. E o evento terá um nome que também já circulava na boataria: Forever Evil.

Forever Evil será também o nome da saga que começa em setembro, que parte dos títulos “roubados” pelos vilões, segue numa minissérie principal em sete capítulos e, a partir de outubro, ganha mais três minisséries secundárias e integra-se às revistas mensais. É a primeira grande saga dos Novos 52.

A minissérie principal da saga fica a cargo de Geoff Johns e David Finch. Como mostra a capa, Lex Luthor é a figura-chave, e a Mulher-Gato parece ter mudado de lado. Já as minis secundárias são Forever Evil: Rogues (sobre a galeria de vilões do Flash, por Brian Buccellato e Patrick Zircher), Forever Evil: Arkham War (sobre uma briga entre Bat-vilões, por Pete Tomasi e Scot Eaton) e Forever Evil: A.R.G.U.S.  (sobre a agência do governo que regula os super-heróis, com roteiro de Matt Kindt).

Quanto às revistas de setembro, a DC explicou que elas virão com o adendo “.1” à última edição (Batman  #23.1, por exemplo) e o nome do vilão em destaque sobreposto ao título. E mais uma sacada: serão capas com tecnologia lenticular  (ou “motion 3D”, como a editora chama) que fazem um leve movimento na arte quando o leitor mexe o papel. Confira abaixo:

Dan DiDio e Jim Lee, os publisher da editora, confirmaram também que setembro terá 52 edições-vilão, apesar de cancelamentos recentes. É provável que algumas séries estreiem neste mês.

 

Batman: Outro Robin irá morrer?

Batman e seu filho, Damian Wayne, o Robin atual.

Batman e seu filho, Damian Wayne, o Robin atual.

Atualmente, corre nos EUA o arco de histórias Death of the Family, que traz um furioso ataque do Coringa ao Batman e seus aliados nas revistas mensais da franquia do homem-morcego, publicadas pela DC Comics. A saga vem fazendo muito sucesso de público e crítica e, agora, se aproxima de seu final. E o que ele reserva?

Para muita gente, o “death” do título deve ser levado a sério e algum membro da batfamília deve morrer. E o campeão das apostas é o Robin.

O Robin atual – quinta pessoa a usar essa identidade na cronologia-padrão do Batman – é Damian Wayne, nada menos do que filho de Bruce Wayne com Talia Head, que por sua vez, é filha de Ra’s Al Ghul. Seria de fato uma grande perda ao herói. Os Robin anteriores,Dick Greyson (Asa Noturna), Jason Todd (Capuz Vermelho) e Tim Drake (Robin Vermelho), foram adotados por Wayne, mas Damian é seu filho legítimo.

O site Newsarama, normalmente muito bem informado, aposta que a morte ocorrerá em Batman & Robin 18, revista dedicada a contar as aventuras de Damian Wayne ao lado de seu pai. Para quem não sabe, essa revista, criada em 2009 pelo roteirista Grant Morrison, é desde então, uma das de maior sucesso da DC Comics. No mês de novembro último, ela foi a 18ª revista mais vendida do mercado dos EUA, à frente do Superman, por exemplo.

As sinopses das edições futuras do universo do homem-morcego – que compõem várias revistas além da citada, como Batman, Detective Comics, Nightwing, Batgirl, World Finest e outras – entregam que haverá um “grande evento” ao fim de Death of the Family. A sinopse de Batman 18 diz:

Damian Wayne tem alguns problemas de temperamento.

Damian Wayne tem alguns problemas de temperamento.

Após uma tragédia inominável, Batman corre o risco de perder sua humanidade.

Será que chegou a vez de Damian Wayne? Ou será outro membro da batfamília? Nomes não faltam, como Dick Greyson, Jason Todd, Tim Drake, Batgirl, Caçadora, Comissário Gordon, Alfred Pennyworth

Também não custa lembrar que, no passado, o Coringa já eliminou outros membros do universo ficcional do homem-morcego.

Primeiramente, Barbara Gordon, a filha do Comissário Gordon e Batgirl, ficou paralítica após ser baleada pelo Coringa na graphic novel A Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland, em 1987. Isso encerrou sua carreira como vigilante uniformizada, embora depois ela tenha assumido a alcunha de Oráculo e tenha se transformado em uma hacker que alimentava todo o Universo DC com informações privilegiadas. No reboot cronológico e editorial da DC Comics, em 2011, Barbara voltou a andar e está novamente como Batgirl.

O Coringa em Death of the Family: ataque mortal.

O Coringa em Death of the Family: ataque mortal.

O próprio Jason Todd encerrou sua carreira como Robin ao ser morto pelo Coringa em Batman 428, de 1988. Obviamente, como é muito comum nos quadrinhos, o personagem foi ressuscitado anos depois e voltou à ação com o codinome Capuz Vermelho, na saga Sob o Capuz, de Judd Winnick e Doug Mahnke, a partir de Batman 635, em 2005. (Essa história foi brilhantemente adaptada como um longametragem animado em Batman Contra o Capuz Vermelho. Assista!).

E, por último, Sarah Essen, a esposa do Comissário Gordon, também foi morta pelo Coringa ao fim da saga Terra de Ninguém.

De quem é a vez, agora?

Quem quiser conhecer ou saber mais sobre Damian Wayne e sua história, leia o encadernadoBatman e Filho, lançado há pouco tempo no Brasil pela editora Panini Comics, que traz a história criada por Grant Morrison e Andy Kubert na qual Talia apresenta seu filho ao Batman.

Batman foi criado pelo cartunista Bob Kane em 1939 e desde então é publicado pela DC

Image Comics parodia teasers da Marvel

Quando anunciou o lançamento de Guarding the Globe, a Image Comics decidiu parodiar os teasers dos Vingadores que estavam sendo publicados pela Marvel Comics na época. Agora, ela fez de novo.

O lançamento foi de um teaser dizendo Also Uncanny (fabuloso também), com um selo dizendo Yes we went there (Sim, nos fizemos isso, em uma tradução adaptada). Tudo isso foi para anunciar Uncanny Skullkickers, de Jim Zub e Edwin Huang.

No anúncio, os próprios admitem terem encontrado o segredo para o sucesso da série: adjetivos!, como eles mesmos declaram na capa da publicação. Ao mesmo tempo, a capa copia o tema utilizado pelas edições zero da DC Comics durante o lançamento dos números 0 de Os Novos 52. E a sinopse é tão inspirada quanto: “Os Uncanny Skullkickers: Dois mercenários durões matando monstros e causando confusão em busca de dinheiro, fama e aventura! Uma corajosa nova direção! O perfeito ponto de entrada! Um novo adjetivo adicionado! Nossa décima nona edição, mas também um novo número #1! Está tudo aqui, povo! Não nos façam usar mais pontos de exclamação!! P.S. vendedores: Coloque esta revista ao lado de outros títulos Uncanny que você tiver e venda uma tonelada de cópias”.

Uncanny Skullkickers #1 chega às comic shops norte-americanas em fevereiro com preço de US$ 3.50.

A Image Comics foi fundada em 1992, por artistas em ascensão na época, como Jim Lee e Todd McFarlane, que abandonaram as grandes casas nas quais trabalhavam para criar uma empresa onde os direitos dos personagens pertencessem a seus criadores. Entre seus títulos de maior destaque, estão SpawnSavage DragonWitchbladeOs Mortos-Vivos e Invencível.

DC dá pista de quem pode ser membro da Bat-família assassinado por Coringa

No entanto, editora ainda não entrega o nome do personagem

Red Hood And The Outlaws

Red Hood And The Outlaws

A DC Comics liberou seus previews de fevereiro e mais informações sobre “Death of the Family”, saga com o Coringa que já está rolando nas Bat-séries. É provável que um membro da Bat-família não chegue vivo ao final da saga, e uma nova imagem dá pistas. Spoilers abaixo:

A capa de Red Hood and the Outlaws #17 mostra Batman com Capuz Vermelho / Jason Todd  nos braços, ficando no reflexo a cena clássica da primeira morte de Todd nas mãos do mesmo Coringa da clássica história “Morte em Família”.

O texto de divulgação da revista, porém, diz apenas que, “na esteira de ‘Death of the Family’, Bruce Wayne confronta Jason Todd’. Fora isso, é improvável que a DC fosse revelar a vítima de forma tão fácil. Mas a estratégia talvez seja para desviar a atenção de outros alvos.

“Death of the Family” conclui em fevereiro na edição 17 de Batman.

Marvel recupera mercado e Walking Dead só cresce entre HQs mais vendidas em outubro nos EUA

Coletâneas e graphic novels têm crescimento de mais de 50%

Uncanny Avengers

Editoras, distribuidora e lojistas já estão soltando foguetes no mercado norte-americano de quadrinhos: outubro foi um mês de recordes, tanto para o ano quanto para a história, nas listas de HQs mais pedidas à distribuidora Diamond Comics, segundo análise do site ICV2.

O grande destaque foi a subida de 53,9% no mercado de coletâneas e graphic novels, em relação ao mesmo período em 2011. No topo da lista da categoria está Superman: Earth One vol. 2, graphic novel que já havia rendido bons números  no primeiro volume. Mas quem fez grana mesmo foi The Walking Dead, cuja segunda edição Compendium (reunindo as edições 49 a 96 em 1068 páginas) chegou ao terceiro lugar mesmo custando US$ 60. E teve mais Walking Dead na lista, com as duas primeiras coletâneas “fininhas” da série nas posições 4 e 5.

A categoria de gibis também teve crescimento: 7,4%.Uncanny Avengers  #1, primeiro lançamento da Marvel Now, entrou para a lista de mais vendidas do século com303 mil unidades (apoiadas em vinte capas alternativas). Enquanto a lista registra outras presenças esperadas, como as séries mais vendidas da DC e o final deVingadores vs. X-Men, a surpresa novamente tem a ver com Walking Dead: a edição 103 da série chegou à nona posição da lista.

Terra Um

Nunca tendo participado do top 10 afora na edição 100,em julho, a presença da edição 103 fez surgir várias teorias entre os analistas de mercado: é o início de um novo arco de histórias, que só será reunido em coletânea no ano que vem, e saiu no mês de estreia da terceira temporada do seriado de TV. De qualquer forma, quebrar a hegemonia de Marvel e DC no top 10, e com uma HQ autoral, é um marco.

Por falar em HQs autorais, a primeira coletânea de Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples, foi muito bem na lista de coletâneas e graphic novels: ficou no segundo lugar, superando 15 mil unidades.

Marvel retomou com força os números do mercado: 35,14% contra 31,51% da DC em arrecadação, 39,54% contra 34,4% da DC em unidades. Com Walking Dead Saga, a Image Comics subiu consideravelmente: costuma ficar na faixa dos 5%, mas estava com 8,47% na arrecadação e 7,6% em unidades.

O site Comichron registrou que, desde que se tem acesso a estes dados, nunca se viu uma movimentação tão grande no mercado de coletâneas e graphic novels: que superou US$ 8,6 milhões só no mês (sendo que os 0,6 são sozinhos de Walking Dead Compendium 2). O site ainda registra crescimento de 17% no mercado geral em todo o ano, em relação a 2011.

Localização de Krypton é anunciada

Na edição número 14 da revista Action Comics, a localização exata do planeta Krypton finalmente é divulgada.

Na história, Superman procura o astrofísico Neil deGrasse Tyson (infelizmente mais conhecido pelo meme que gerou do que por sua obra científica), com o objetivo de encontrar a localização de seu planeta natal.

Curiosamente, deGrasse utilizou seu conhecimento para localizar um sistema solar com todas as características criadas pela ficção, que passa a ser o sistema natal do Homem de Aço.

O local escolhido foi uma estrela anã vermelha, chamada LHS 2520, presente na constelação Corvo, a 27,1 anos-luz da Terra.

Além de localizar a constelação natal do Superman, deGrasse também é o diretor do planetário Hayden no museu norte-americano de história natural, e ficou conhecido por convencer James Cameron a corrigir digitalmente o céu do filme Titanic, que exibia as constelações de maneira errada. Ou pelo meme abaixo.

Criado por Joe Shuster e Jerry Siegel em 1938, Superman é Kal-El, o último filho do planeta Krypton. Enviado por seu pai à Terra ainda bebê durante os últimos momentos de vida de Krypton, é encontrado por um casal de gentis fazendeiros, que o criam até que se torna o repórter Clark Kent. Graças à radiação de nosso Sol amarelo, desenvolve incríveis e variados poderes, com os quais se torna o Superman, o maior herói do mundo.

Superman | Clark Kent vai pedir demissão do Planeta Diário

Escritor dá a entender que Clark Kent vai virar jornalista fora do sistema

Capa de Superman 13


Capa de Superman 13

DC Comics  divulgou, via USA Today, uma “novidade bombástica” para Superman #13, edição que chega esta semana às comic shops dos EUA e às lojas digitais: Clark Kent vai abandonar seu emprego no Planeta Diário, contrariado com a linha editorial do jornal.

Embora esteja longe de ser a primeira vez na história do personagem que Clark Kent deixa o Planeta (ao contrário do que diz a divulgação), a saída atual tem a ver com o novo status do jornal. Na reformulação editorial Novos 52  a publicação é parte de um megaconglomerado de comunicação. Além disso, a mudança também vai ao encontro da atitude renovada do Superman, menos pacata.

A edição marca também a estreia da nova equipe criativa, Scott Lobdell e Kenneth Rocafort, na série em sua cronologia normal (eles estavam na edição 0, sobre o passado do herói). Lobdell diz ao USA Today que o pedido de demissão é “o que acontece quando um cara de 27 anos, que só fica na mesa, tem que seguir instruções de um conglomerado maior que tem interesses diferentes do dele”.

Clark Kent

Enquanto a notícia da demissão repercute na grande mídia, especula-se que Clark Kent possa virar blogueiro. Na verdade, Lobdell diz apenas que “ele provavelmente não vai sair procurando vaga por aí. É mais provável que ele comece algo tipo Huffington Post ou Drudge Report do que vá procurar frilas ou salário fixo”, referindo-se a sites de jornalismo investigativo sem vínculo com a grande mídia e famosos nos EUA.

DC Comics cancela mais quatro séries

Editora pode ter o primeiro mês sem 52 títulos mensais

Blue Beetle

Blue Beetle

DC Comics  divulgou seus previews de janeiro e confirmou expectativas de alguns críticos e leitores: quatro de seus títulos menos vendidos serão cancelados. Caem fora Blue Beetle, Grifter, Frankenstein: Agent of  S.H.A.D.E. e Legion Lost, todos na edição 16.

Além de problemas de vendas, as séries passaram por turbulências como a saída abrupta de Rob Liefeld – que era argumentista da série Grifter. Fora isso, há a intenção da DC em manter em 52 seu número de séries mensais – as quatro canceladas devem dar lugar a outras quatro já em fevereiro.

Algumas destas novidades já estão anunciadas: Justice League of America estreia em fevereiro. A nova do Superman, Man of Steel, também pode sair já em fevereiro (a editora não divulgou data). As outras substitutas ainda não foram anunciadas – se é que fevereiro terá as 52 revistas.

Mesmo com a nova leva de cancelamentos, a DC ainda mantém 42 das séries que lançou durante os Novos 52, em 2011.

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