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Nova série da Liga da Justiça lidera vendas de fevereiro e é melhor resultado da DC no século

Detective Comics Batman 9

E mercado de quadrinhos continua em alta

As 53 capas alternativas de Justice League of America #1 – uma para a bandeira de cada estado dos EUA, mais protetorados e a bandeira nacional – surtiram efeito: a edição ultrapassou os 300 mil pedidos à distribuidora Diamond Comics  em fevereiro, segundo análise do site ICV2. Nos últimos anos, anda raro uma HQ passar das 200 mil unidades.

Capas alternativas são uma estratégia que já virou clichê no mercado norte-americano para impulsionar os números – há os fãs que compram todas, apostando que algumas virem raridade e tenham valor de revenda superfaturado no futuro próximo. Segundo a DC, 14 das 53 capas já estão esgotadas.

É o melhor número que a editora já atingiu nos Novos 52 – nem todas as tiragens e retiragens de Justice League #1, que lançou a nova fase em 2011, chegam aos 300 mil. Segundo o site Comichron, é possível que o antecedente mais próximo na DC seja a edição do casamento de Superman, em 1996 (mas os dados de vendas da época eram menos precisos).

Marvel, porém, tem seis posições no top 10 com as séries Marvel Now. Uncanny X-Men #1  chegou perto das 180 mil unidades, o que é um grande lançamento, e Superior Spider-Man continua vendendo muito bem. A editora também lançou Secret AvengersNova e a edição 0.1 de Guardiões da Galáxia em fevereiro, todas acima de 80 mil pedidos. Só Fearless Defenders #1 estreou mal, perto dos 50 mil.

Nas graphic novels e coletâneas, Alan Moore prova que seu nome ainda tem peso: Nemo: Heart of Ice, graphic novel da série A Liga Extraordinária, lidera a lista. O item mais rentável, porém, é a coletânea Batman: The Night of the Owls, de US$ 30, que ficou em segundo lugar.

Uma controvérsia aponta a deficiência de guiar-se somente pelos números da Diamond. Legend of Zelda: Hyrule Historia, da Dark Horse, chegou a virar o livro mais vendido nos EUA em janeiro e fevereiro, mas nem aparece nas listas. Fora a categoria de livro ser calculada à parte, a Diamond só distribui para comic shops – e não para as livrarias, digitais e físicas, que fizeram a festa com o livro no mês passado.

A Marvel ficou com 34,82% do mercado em arrecadação, contra 29,22% da DC. Em unidades, foi 38,46% da primeira contra 32,89% da segunda. A Image Comics continua em terceiro e, batendo recordes, a IDW Publishing ultrapassou pela primeira vez os 7% do mercado, chegando a 7,89% em unidades. Seu maior sucesso atual é a HQ baseada em My Little Pony. omelete.uol.com.br

Homem-Aranha | Fã descobre plano diferente para final de One More Day

Quesada já declarou que o plano não estava definido quando a HQ foi publicada originalmente

onemoreday 01

Com a chegada de quadrinhos Marvel  em formato digital de alta definição, um segredo esquecido da editora acaba de ser revelado. O Bleeding Cool mostrou a imagem que um fã capturou de Amazing Spider-Man #545, o final da controversa saga “One More Day” – que “descasou” o Homem-Aranha em 2007 -, após ampliar a página na versão Marvel Digital Comics Unlimited da HQ.

Na versão original, a saga terminava com Mary Jane Watson falando algo confidencialmente ao demônio Mefisto – que a seguir apaga da continuidade o casamento dela com Peter Parker. Na versão impressa, o texto era tão reduzido que era impossível ler. Mas a ampliação no digital revelou que o balão tinha sim um texto que fazia sentido.

Mesmo que embaralhado, o balão diz: “Você tem que fazer eu lembrar de tudo.

A frase sussurrada de Mary Jane já havia sido revelada na história “One Moment in Time”, que amarrou as pontas soltas de “One More Day“. Mas aí a fala de Mary Jane é bem mais longa.

Joe Quesada, que roteirizou “One Moment in Time” e mexeu no roteiro de J.M. Straczynski da original “One More Day”, já comentou – numa entrevista para encerrar o assunto do “descasamento” – que não tinha ideia do que Mary Jane falava na época em que “One More Day” saiu. Porém, como a revelação mostra, existia um plano diferente. Nas histórias atuais do Homem-Aranha, Mary Jane não demonstra saber que, numa realidade alternativa, já foi casada com Peter.

Marvel fará edição sobre Furacão Sandy em Nova York

Autor vai doar lucros com edição para a Cruz Vermelha

 

O furacãHawkeyeo Sandy fez um bom estrago ao passar pela costa leste dos EUA no final de outubro. Nova York, pouco acostumada a crises climáticas como esta, teve túneis e ruas debaixo d´agua. Nem os heróis Marvel Comics,habitantes da grande maçã, tiveram tempo para se manifestar. Mas irão – em janeiro.

A edição 7 de Hawkeye – a nova e elogiada série do Gavião Arqueiro – vai mostrar o herói e sua companheira Flechete no momento crítico do furacão, tentando salvar pessoas em Nova York. Será o único reflexo de Sandy sobre o Universo Marvel.

Assim como o furacão pegou a cidade de surpresa, a decisão de fazer a edição saiu às pressas na Marvel. Em entrevista ao Comics Alliance, o roteirista Matt Fractiondiz que escreveu a revista no feriado de Ação de Graças e que dois desenhistas dividem as páginas: Steve Lieber e Jesse Hamm. A revista sai nos EUA na segunda quinzena de janeiro.

Fraction também diz que vai doar seus royalties (os lucros após a venda) com a edição para a Cruz Vermelha ou outra entidade humanitária. “Ainda tem gente sem energia elétrica, cacete! Antes que todo mundo esqueça do que aconteceu nesse fim de ano, parece uma boa oportunidade de contar uma história estilo Gavião-Salva-Carinha e também uma história mais ampla que reforce o propósito da série.”

Fundadora e editora do selo Vertigo vai deixar o cargo em 2013

Karen Berger diz que vai buscar “outras oportunidades profissionais”

Karen Berger

Karen Berger, a editora que fundou o selo Vertigo na DC Comics  e foi a principal líder da linha em suas duas décadas de existência, vai deixar o cargo. A DC informou oficialmente que Berger sairá da empresa em março de 2013, por decisão pessoal.

Berger, que começou carreira ainda jovem na DC, em 1979, ficou responsável pelas séries de terror na editora no início dos anos 80. Deu liberdade para Alan Moore criar tramas adultas em Monstro do Pântano, o que levou a um sucesso de crítica que a transformou em contato da DC com a cena de quadrinhos britânica – onde ela passou a ir regularmente para recrutar quadrinistas. Daí vieram Neil Gaiman, Grant Morrison, Jamie Delano,Garth Ennis e Sandman, Hellblazer, Batman: Asilo Arkham e, em 1993, a Vertigo, que trouxePreacher, Invisíveis, Transmetropolitan, Y: O Último Homem, 100 Balas, Escalpo, Vampiro Americano e uma longa lista de sucessos.

Berger diz no comunicado oficial que deseja “mudança profissional e sai em busca de novas oportunidades”. A reação do mercado é outra: o Bleeding Cool lista a importação de personagens Vertigo para o universo de heróis DC (Hellblazer, série mais longeva da Vertigo, sendo a gota d’água), as mudanças nos contratos do selo (durante um longo período, os autores mantinham boa parte dos direitos sobre as obras; com estes direitos bem reduzidos, vários pararam de trabalhar com a Vertigo), a mudança hierárquica que fez Berger reportar ao editor-chefe da DC Bob Harras e não mais à presidência da editora e a demissão do diretor de arte Richard Bruning, marido de Berger, em 2010 como motivos fortes para a saída.

A DC diz que a Vertigo ficará a cargo de “funcionários veteranos de quem [Berger] foi mentora ao longo dos anos”Will DennisShelly Bond e Mark Doyle  são os principais editores atuais da linha, com certo respeito no mercado. A especulação, porém, é de que a Vertigo vai deixar de existir sem sua fundadora e sem a política editorial que a DC mantinha até recentemente.

Segunda leva dos Novos 52 estreia em fevereiro no Brasil

Novidades incluem a polêmica com Lanterna Verde homossexual

Terra 2

A Panini Comics anunciou que duas das séries da segunda leva de lançamentos dos Novos 52, da DC Comics, começam a chegar aqui no ano que vem. e Earth 2 e World’s Finest, que viram Terra 2 e Melhores do Mundo, entram no mix da mensal Universo DC.

Lançada em maio deste ano anos EUA, a segunda leva surgiu para substituir seis séries canceladas das primeiras 52 – Hawk & Dove, Men of War, Mister Terrific, O.M.A.C., Blackhawk e Static Shock. Com exceção da primeira (que deve ganhar especial em breve), todas já saíram aqui.

Terra 2 (por James Robinson e Nicola Scott) e Melhores do Mundo (por Paul Levitz, George Pérez e Kevin Maguire), que estreiam em fevereiro por aqui, têm interligação: a primeira mostra um universo DC alternativo, sem seus principais heróis, e a segunda traz duas habitantes deste universo alternativo – Poderosa e Caçadora – vivendo no universo DC normal.

Terra 2  foi palco de uma das grandes polêmicas da DC este ano. A segunda edição revelou que a versão alternativa do Lanterna Verde, a identidade secreta Alan Scott, é homossexual. Além de inúmeras discussões, a polêmica gerou inimizade entre o roteirista James Robinson eleitores brasileiros.

A Panini também anunciou que as histórias dos Desafiadores do Desconhecido, que fazem parte da série DC Universe Presents, também passam a integrar a mensal Universo DC, em março.

As outras séries da segunda leva dos 52 – Batman Incorporated, The Ravagers, G.I. Combat (já cancelada lá fora) e Dial H – ainda não tiveram destino anunciado no Brasil. Como a Panini mantém a estratégia de publicar tudo dos Novos 52, em breve deve haver novidades.

DC Comics não deve continuar Before Watchmen

É o que acredita o roteirista J.M. Straczynski

Antes de Watchmen Rorschach

O controverso lançamento de Before Watchmen – as minisséries que servem de prelúdio ao clássico de Alan Moore e Dave Gibbons – gerou especulação de que a DC Comics não ia parar por aí: poderia expandir o lucrativo universo da HQ com sequências, mais prelúdios, séries etc. Os publishers Jim Lee e Dan DiDio confirmaram que era uma possiblidade.

Porém, segundo o escritor J.M. Straczynski, responsável por três minisséries do projeto Before, a coisa deve parar por aqui.

“Até onde eu sei, Before Watchmen fica por aqui. Dan tinha uma noção bem clara do ciclo que queria investigar, e nunca chegou a falar que transformaria isto numa franquia de longo prazo”, diz Straczynski em entrevista à Previews World. “Não estou dizendo que não vai acontecer, mas não creio que esteja no radar da DC no momento, e, se não está no deles, com certeza absoluta não está no meu.”

Straczynski aproveitou para dizer que está criando suas HQs para a linha Joe’s Comics na Image, e retornará para uma terceira graphic novel de Superman: Terra Um. Before Watchmen  continua saindo com atrasos nos EUA, sendo que a conclusão da saga ficou para março.

Original de tira de Calvin & Haroldo é vendido por mais de 200 mil dólares

Arte pertencia a outro cartunista

Uma das primeiras tiras de domingo de Calvin & Haroldo teve sua arte original vendida a preço recorde: US$ 203.150  (R$ 426 mil). Não só desenhada, a tira também é pintada a mão pelo criador Bill Watterson.

A obra conseguiu atingir seu valor por ser uma raridade: Watterson nunca vende seus originais, assim como recusa-se a licenciar suas criações. Já este original pertencia a Brian Basset, cartunista com quem Watterson trocou originais nos anos 80. Segundo entrevista ao Daily Cartoonist, Basset diz que foi uma decisão dolorosa, mas que está passando por um aperto financeiro.

O maior preço que já se havia atingido nos EUA por um original de tira era por uma dos Peanuts, desenhada em 1955 por Charles Schulz, vendida em 2007 por US$ 113.525 (R$ 238 mil).

Calvin e Haroldo

Batman: Earth One | Nova versão de Batman terá sequência em 2013

Desenhista confirma nova graphic novel

Batman: Earth One

Batman: Earth One

Batman: Earth One saiu este ano nos EUA trazendo uma nova versão da origem do Homem-Morcego, dentro do universo diferenciado da DC Comics criado direto para o mercado de graphic novels. Após o sucesso de vendas, esta semana confirmou-se o esperado: o segundo volume já está em produção.

O desenhista do álbum, Gary Frank, twittou que Geoff Johns já está “cozinhando um ótimo capítulo 2” da série e que ele está “ansioso para começar (a desenhar)”. Frank ainda dá a entender que o segundo volume sai em 2013 – espera menor do que os dois anos que houve entre os dois volumes de Superman: Earth One.

A DC ainda não confirmou a informação. Aliás, também não confirmou se vai sair mesmo umaWonder Woman: Earth One, que seria a graphic novel que Grant Morrison (talvez com o desenhista Yannick Paquette) está escrevendo com a amazona.

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