Arquivo da categoria: Vertigo

Fundadora e editora do selo Vertigo vai deixar o cargo em 2013

Karen Berger diz que vai buscar “outras oportunidades profissionais”

Karen Berger

Karen Berger, a editora que fundou o selo Vertigo na DC Comics  e foi a principal líder da linha em suas duas décadas de existência, vai deixar o cargo. A DC informou oficialmente que Berger sairá da empresa em março de 2013, por decisão pessoal.

Berger, que começou carreira ainda jovem na DC, em 1979, ficou responsável pelas séries de terror na editora no início dos anos 80. Deu liberdade para Alan Moore criar tramas adultas em Monstro do Pântano, o que levou a um sucesso de crítica que a transformou em contato da DC com a cena de quadrinhos britânica – onde ela passou a ir regularmente para recrutar quadrinistas. Daí vieram Neil Gaiman, Grant Morrison, Jamie Delano,Garth Ennis e Sandman, Hellblazer, Batman: Asilo Arkham e, em 1993, a Vertigo, que trouxePreacher, Invisíveis, Transmetropolitan, Y: O Último Homem, 100 Balas, Escalpo, Vampiro Americano e uma longa lista de sucessos.

Berger diz no comunicado oficial que deseja “mudança profissional e sai em busca de novas oportunidades”. A reação do mercado é outra: o Bleeding Cool lista a importação de personagens Vertigo para o universo de heróis DC (Hellblazer, série mais longeva da Vertigo, sendo a gota d’água), as mudanças nos contratos do selo (durante um longo período, os autores mantinham boa parte dos direitos sobre as obras; com estes direitos bem reduzidos, vários pararam de trabalhar com a Vertigo), a mudança hierárquica que fez Berger reportar ao editor-chefe da DC Bob Harras e não mais à presidência da editora e a demissão do diretor de arte Richard Bruning, marido de Berger, em 2010 como motivos fortes para a saída.

A DC diz que a Vertigo ficará a cargo de “funcionários veteranos de quem [Berger] foi mentora ao longo dos anos”Will DennisShelly Bond e Mark Doyle  são os principais editores atuais da linha, com certo respeito no mercado. A especulação, porém, é de que a Vertigo vai deixar de existir sem sua fundadora e sem a política editorial que a DC mantinha até recentemente.

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Django Livre | Confira o preview da adaptação para os quadrinhos

Artista de Escalpo assina HQ

Django Unchained comics preview f01

A adaptação para os quadrinhos de Django Livre  vai chegar um pouco antes às lojas dos EUA do que o filme aos cinemas. A DC/Vertigo lança no dia 19 de dezembro a primeira edição da minissérie que adapta o roteiro completo do filme de Quentin Tarantino, que estreia oficialmente dia 25 nos EUA.

E, por roteiro completo, entenda-se que a HQ terá cenas que não entraram na versão do filme que vai para os cinemas. R.M. Guéra, o desenhista de Escalpo, ficou responsável pela adaptação a partir do roteiro tarantinesco (com ajuda de Jason Latour  em cenas de flashback).

A adaptação vai sair completa em cinco edições, que serão lançadas até março lá fora. Cada edição tem 48 páginas e custa R$ 4,99

O Livro do Cemitério, de Neil Gaiman, em quadrinhos

P. Craig Russell comanda a adaptação, que terá outros sete artistas

O Livro do Cemitério

Enquanto não acontece a adaptação para o cinema de O Livro do Cemitério, livro infanto-juvenil de Neil Gaiman ilustrado por Dave McKean, o material já está pronto para ganhar sua versão em quadrinhos. P. Craig Russell confirmou ao CBR que está trabalhando na graphic novel, que será um livro portentoso com mais de 350 páginas e colaborações de outros sete artistas.

Russell, que já adaptou Coraline e Sandman: Caçadores de Sonhos a partir da prosa de Gaiman, está roteirizando e fazendo o layout de todas as páginas. A partir daí vai entregar seções do livro a Kevin Nowlan, Tony Harris,Galen Showman, Jill Thompson, David LaFuente,Michael Golden e Scott Hampton. Hampton, ele adianta, ficará com mais ou menos cem páginas, o capítulo mais longo.

O Livro do Cemitério  conta a história de um órfão que vive num cemitério e é criado por mortos-vivos, até ter a chance de reencontrar o assassino dos pais. Foi publicado no Brasil  pela editora Rocco. A adaptação para os quadrinhos sairá nos EUA pela editora Harper Collins.

Guillermo Del Toro pode dirigir filme com Constantine e Monstro do Pântano

monstro do pantano

Cineasta estaria elaborando com a Warner Bros. uma superequipe mística

Segundo o Latino Review, a Warner Bros. está tãoa nimada com os testes de Pacific Rim, a ficção científica com monstros e robôs de Guillermo Del Toro, que começou a abrir suas portas para o cineasta mexicano – e Del Toro teria em mente um filme com personagens místicos da DC Comics.

Intitulado Heaven Sent, o projeto uniria personagens do Universo DC e da Vertigo (o selo adulto da editora) como ConstantineMonstro do PântanoDesafiador,EspectroZatannaZatara, Vingador Fantasma,Sargon e Etrigan, o Demônio. Em teoria, eles formariam um supergrupo mágico – como nos quadrinhos vem acontecendo com a Liga da Justiça Dark, parte do mix da revista Dark, dentro da reformulação editorial Novos 52 da DC no Brasil.

Ainda de acordo com o site, os advogados da Warner já foram acionados para verificar a disponibilidade dos direitos desses personagens. Por enquanto não há nada oficial – vamos acompanhar (e torcer).

A estreia de Pacific Rim está marcada para 12 de julho de 2013 nos EUA e em 9 de agosto no Brasil.

Panini Comics divulga novas séries Vertigo

Sweet Tooth

O editor Fabiano Dernardin divulgou no blog Vertigo, da Panini Comics, que as séries Sweet Tooth – Depois do Apocalipse eO Inescrito (The Unwriteenserão iniciadas ainda este ano no Brasil. A ideia é que os primeiros encadernados cheguem até o último trimestre.

A dica dos títulos foi dada em anúncio na edição #33 da revista VertigoSweet Tooth ganhará um preview da primeira edição em tamanho reduzido na edição #34 da publicação, que chega este mês às bancas, e O Inescrito em mais de 20 páginas em outubro, na edição #35.

Sweet Tooth, do canadense Jeff Lemire, estreou em 2009 nos EUA e está previsto para terminar na edição #40, que sai em dezembro lá fora. Segundo o próprio autor, a série conta a história de Gus, um garoto que nasceu com chifres e aparência de um veado. Ele vive em isolamento junto com o seu pai e a história começa quando Gus vai até a civilização pela primeira vez. O que ele encontra é uma América que fora destruída uma década antes por uma pandemia mortal. Ainda mais estranho é o fato de Gus descobrir que ele é só mais um de uma nova raça de seres híbridos que emergem após a praga e são imunes à infecção.

The Unwriteen

The Unwriteen, escrito por Mike Carey (HellblazerLúcifer) com arte de Peter Gross (Fábulas, Lúcifer, Os Livros da Magia),também lançado lá fora em 2009, já conta com mais de 40 edições lançadas. O título traz a história de Tom Taylor, filho do mais famoso escritor do planeta, mas que vive à sombra do pai, mesmo anos depois deste ter sumido da face da Terra. Segundo Carey, os problemas de Tommy são bem maiores do que ser apenas o filho de um escritor famoso. Para começar, o menino mago, que é personagem principal da série de livros escrita por seu pai, foi baseado em Tommy. O Tommy da vida real, no entanto, não é muito bem sucedido. Ele tenta se destacar por conta própria, deixar de ser apenas o garoto mago dos livros do pai, mas ele não consegue se desvencilhar de sua contraparte ficcional.

Para comemorar os lançamentos, a Panini preparou uma promoção onde o leitor poderá ganhar o primeiro encadernado de uma das séries e ainda presentear um amigo. Para participar, clique aqui.

O selo Vertigo é responsável pelos títulos adultos da DC Comics (casa de Batman e Superman), que são desligados do universo regular de super-heróis da editora. Foi criado em 1993, tendo publicado títulos antológicos como Monstro do PântanoSandmanOs Invisíveis e Preacher. Atualmente, fazem parte da linha gibis como Fábulas Vampiro Americano.

A Panini Comics é uma editora italiana com filial no Brasil. Tem contrato internacional de exclusividade com a Marvel Comics, podendo publicar seus títulos em todos os países em que está espalhada. No Brasil, também tem direitos de exclusividade com a DC Comics e publica desde o início de 2007 os títulos da Turma da Mônica. Publica também mangás e outros materiais de editoras americanas e europeias.

Saiba mais sobre Neil Gaiman

Uma pessoa que me inspira muito, admiro muito seu trabalho e sua história, espero que se sintam como eu.

Neil Richard Gaiman nasceu em 10 de novembro de 1960, na cidade de Portchester, no sul da Inglaterra. É considerado um dos maiores roteiristas de quadrinhos dos últimos 20 anos e atualmente mora em Minneapolis, nos Estados Unidos. Casado e pai de três filhos (duas meninas e um menino), como bom inglês, adora futebol e não dispensa um chá após as refeições.

Foi jornalista, mais especificamente, crítico de HQs. Mas, para sorte dos leitores, abandonou as redações e passou a se dedicar aos quadrinhos. Seu primeiro trabalho foi Violent Cases, publicado pela editora inglesa Titan Books, no meio da década de 1980.

Violent CasesEm seguida, Neil Gaiman e Dave McKean (o desenhista de Violent Cases) foram convidados por Karen Berger e Dick Giordano para trabalhar na DC Comics . A estréia da dupla foi com uma personagem de segunda linha, a heroína Orquídea Negra. Mas, em apenas três edições, Gaiman mostrou do que era capaz. A mini-série foi um sucesso de público e crítica e gerou um convite para escrever uma revista mensal, revitalizando outro personagem antigo da “Era de Ouro” (período compreendido entre as décadas de 1940 e 1950). O escolhido foi Sandman.

O autor descartou praticamente tudo do personagem antigo (um milionário que saía à noite, trajando uma máscara de gás, chapéu de feltro e uma capa; e colocava os bandidos para dormir – literalmente – com uma pistola de gás), menos o nome. Partindo do conceito da lenda do personagem encantado que soprava areia mágica nos olhos das pessoas para elas dormirem ou terem pesadelos, o Senhor dos Sonhos, o Príncipe das Histórias, construiu um universo intrincado, permeado por inúmeras referências mitológicas e literárias.

SandmanGraças à qualidade do texto de Gaiman, Sandman, agora com um ser esquálido, com pele pálida e cabelos negros arrepiados, conquistou milhares de leitores pelo mundo inteiro, por resgatar a antiga habilidade de contar boas histórias. Todas as 75 edições foram lançadas no Brasil pela Editora Globo , de 1989 a 1998.

Como muitos leitores jovens não acompanharam a saga toda, já houve tentativas de republicar o material. Em 1999, saíram os sete primeiros números, pela Tudo em Quadrinhos/Fractal/Atitude, mas após tantas mudanças de nome, o resultado foi a falência da editora. Em 2001, a Brainstore  lançou as edições # 8 e 9, mas não se sabe se haverá continuidade.

O Mestre dos Sonhos abriu inúmeras portas para Gaiman. Então, vieram outros trabalhos de sucesso, como as mini-séries Livros de Magia, Morte – O Grande Momento da Vida (publicadas aqui pela Editora Abril , em 1991 e 1997, respectivamente) e Morte – O Preço da Vida (Editora Globo, 1994) e a série regular Miracleman (um dos melhores trabalhos com super-heróis já vistos), na qual substituiu Alan Moore, mantendo o excelente nível das histórias.

Smoke and MirrorsSeu sucesso extrapolou os limites dos quadrinhos. Ele escreveu o romance Good Omens, em parceria com Terry Pratchett e ganhou um prêmio da crítica especializada pela coleção de contos Angels and Visitations. Essa obra, algum tempo depois, foi acrescida de novos materiais e rebatizada como Smoke and Mirrors: Short Fictions and Illusions, que deverá ser lançada no Brasil pela Via Lettera Editora .

Também no campo literário, assinou The Day I Swapped My Dad for 2 Goldfish, um livro para crianças e adultos (com ilustrações de Dave McKean), no qual um garoto troca seu pai por dois peixinhos dourados.

Nos quadrinhos, roteirizou Signal to Noise, a história de uma cineasta à beira da morte, Mr. Punch, uma graphic novel com vários elementos autobiográficos e Stardust, uma ficção científica, com desenhos soberbos de Charles Vess, que será lançada em breve pela Conrad Editora . Também produziu uma história para a minissérie Batman Preto & Branco, assinou a minissérie The Last Temptation, baseada num disco do cantor Alice Cooper e escreveu uma edição de Spawn, o personagem criado por Todd McFarlane.

The Day I Swaped Dad for Two GoldfishesMesmo quando faz apenas uma “pequena participação”, Neil Gaiman deixa sua marca. Prova disso foi essa colaboração em Spawn, na qual criou os personagens Angela, Spawn Medieval e Cagliostro, que passaram a ter grande importância, chegando até a ganhar histórias-solo.

Seu trabalho chegou também à televisão, onde roteirizou a série Neverwhere, para a BBC, de Londres. E até na música Gaiman já se aventurou, compondo canções para CD’s das bandas Flesh Gouls e The Return of Pansie Smith and Violet Jones.

Recentemente, Gaiman fez a adaptação do anime Princess Mononoke, um dos maiores sucessos do cinema japonês.

Mesmo assinando inúmeros trabalhos de qualidade, sua ligação com Sandman parece perpétua (com o perdão do trocadilho). Nem quando decidiu terminar a série, em 1996 (segundo ele, “toda boa história tem começo, meio e fim; e Sandman era uma boa história”), esse elo se rompeu.

Felizmente, Gaiman deixara uma “porta aberta”, para que novas histórias do universo do personagem fossem contadas. O resultado? Obras belíssimas, como Sandman: Os Caçadores de Sonhos, um livro escrito por ele e ilustrado pelo japonês Yoshitaka Amano e O Livro dos Sonhos, uma série escrita a várias mãos, usando os conceitos criados por Neil Gaiman e expandindo o mito de Sandman. Ambos foram lançados recentemente no Brasil, pela Conrad Editora.

American GodsOs próximos trabalhos de Neil Gaiman mostram bem o seu ecletismo para escrever para diversas mídias. Ele está finalizando um filme da irmã mais velha de Sandman, a Morte. O seu livro American Gods, uma fantasia urbana moderna, onde o autor coloca os mitos, deuses e lendas antigos na América contemporânea, tem até uma contagem regressiva do tempo que falta para o lançamento no seu site oficial , tamanha a expectativa. A previsão é que se torne um best-seller. Nos quadrinhos, está preparando uma antologia, em capa dura especial, chamada The Endless (em português, Os Perpétuos, como é conhecida a família de Sonho e seus irmãos: Morte, Destino, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio), com tramas de 10 a 25 páginas para cada um deles.

Em sua primeira visita ao Brasil, em 1995, Gaiman não hesitou em afirmar que já havia “roubado” muitas idéias dos seus sonhos. Hoje, quase seis anos depois, seus textos continuam conquistando os leitores que, quando estão com uma de suas obras nas mãos, literalmente, sonham acordados.

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